quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Abordagens (auto)biográficas e a infância

As próximas atividades (se constituem em comentários à esta postagem) do componente curricular Abordagens Autobiográficas do 6º período do curso de Pedagogia - do Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias - DCHT - Campus XVI da Universidade do Estado da Bahia - UNEB em Irecê Bahia se constitui em relacionar a sua própria infância na faixa etária em que os seus alunos do Estágio se encontram com as reflexões a seguir.

Os esforço de rememoração, ao parar para refletir sobre a estrada já trilhada marcada por intinerâncias e errâncias formativas e com o olhar adulto e educador da atualidade, a busca por reminescêcias da nossa própria história de vida se constitui em elementos fundamentes para o exercício pedagógico significativo. Nesta perspectiva, a prática de estágio, com sujeitos reais, no chão da escola possiblitam fazer relações com as sua vivências deinfãncia? Ainda existem jogos, brincadeiras, músicas e atividades que podem serrelacionadas com as vividas na sua própria infância no período da educação infantil?
Roda Infantil - Cândido Portinari, 1932
A conviviabilidade das crianças e entre as crianças na atualidade se distanciaram das suas vivências nos grupos em que fora membro quando estudou a educação infantil?
Pensar a nossa história de vida é rever tempos e lugares, ações e emoções, brincadeiras e verdades tecidas nas diversas relações que estabelecemos com tantos outros no decorrer da nossa existência. Relações estas que influenciam, interferem e tensionam a nossa própria formação devido à ação do outro e a formação destes outros a partir das nossas ações. São gestos, palavras e silêncios que nos formam e redimencionam as nossas identidades. 
A colcha de retalhos
 
As formações humanas acontecem em todos os lugares e tempos em que podemos estabelecer relações conosco mesmos, com os outros e com o ambiente que nos cerca e do qual fazemos parte, como uma colcha de retalhos que forma um mosaico fractal, cujas peças são revistidas de significados e valores sem perder a sua essência, mas cada um exercendo a sua importância capital para o resultado do todo. Entretanto a escola é o locus institucionalizado e socialmente construído para dar conta a formação dos sujeitos. Pois, como afirma Alarcão,
 
“A escola tem de ser a escola do sim e do não, onde a prevenção deve afastar a necessidade de repressão,onde o espírito de colaboração deve evitar as guerras de poder ou competitividade mal-entendida, onde a crítica franca e construtiva evita o silêncio roedor ou a apatia empobrecedora e entorpecedora”(Alarcão, 2001, p. 17).
 
No movimento dialético da escola existem contradições, medos e inseguranças. Mas, quando colocamos em prática o espírito de colaboração, cujos sujeitos podem colaborar, cooperar e solidarizar uns com os outros, aos poucos vamos superando estas dificuldades e fazendo com que a escola vá cumprindo o seu papel social. Uma vez que favorece as trocas entre os diversos sujeitos, como afirma Souza,
 
"É na dinâmica da vida e nas histórias tecidas no nosso cotidiano que aprendemos dimensões existenciais e experienciais sobre nós mesmos, sobre os outros e sobre o meio em que vivemos. No entrecruzamento de nossas aprendizagens, a escola exerce um papel singular, visto que neste espaço ‘convivemos' e internalizamos papéis sociais apreendidos no cotidiano familiar." (Souza, 2005, p. 32)
 
Enfim, apesar das crises em que a educação em geral e da educação escolarizada em particular estão passando, este local ainda deve ser valorizando enquanto ambiência que favorece encontros e vivências entre os diversos sujeitos, uns contribuindo para a formação dos outros e vice-versa.
 
 
 

45 comentários:

  1. Parabéns pelo blog Márcio e... vamos alimentando nossos monstros! Prof. Fábio Fernandes Villela (Blog de Aula - Mutirão de Sociologia).

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    1. Olá Prof. Fábio, muito obrigado pelo comentário. De fato, precisamos alimentar os nossos "monstros" e continuarmos a atribuir sentido à nossa existência. Penso que este exercício é uma das possíveis maneiras de o fazer.

      Saudações,

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  2. Profº Mácio, acredito que a prática educativa deve ser repensada sempre. Atualmente a escola atende sujeitos diferentes dos que estavam na escola em tempos atrás, as inúmeras mudanças de contextos socias e históricos acabam chegando a escola e aos sujeitos que dela fazem parte, cabe aos educadores se aperfeiçoarem para desenvolver as competências que se fizerem necessárias. Com o estágio na educação infantil pude perceber que as crianças constroem os conhecimentos de maneira mais informativa e lúdica, as atividades realizadas na sala de aula são mais contextualizadas e levam em consideração também as interferências tecnológicas que trazem um novo paradigma do ser criança. Nesse sentido, as práticas educativas devem ser mediadas pelo diálogo, atendendo aos interesses das crianças, acompanhando também as inúmeras transformações. Como afirma Libâneo (2004), “o pedagogo não deve somente formar os alunos, ele também deve ser um sujeito investigativo, que saiba pesquisar e conhecer as matrizes teóricas da educação e as questões desta no meio ao qual estamos inseridos”.

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  3. Profº Mácio
    As experienciasAS que constituem as narrativas de nossas história e a observação do comportamento das nossas crianças no estágio permitem um diálogo entre os nossos conhecimentos e os conhecimentos desta crianças possibilitando uma prática educativa mais humanas. Fortalecem a autoconfiança mas tambem trazem duvidas e incertezas.Porem é necessario que as necessidades e interesses das crianças sejam sempre atendidos e respeitados.

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  4. Profº Macio

    Relacionar minha infância com o estágio contempla vários pontos que se assemelham e se divergem ao mesmo tempo. O que eu pude observar foi: o que as crianças do grupo cinco tem em sala eu tinha em casa tais como brinquedos, jogos educativos, músicas e coleções de livros infantis, o diferencial estava na interação no turno oposto, com pessoas da mesma faixa etária era a mínima possível e o contexto e grupo social eram outros.
    SegundoVigotsky a criança idealiza duas pessoas que ela quer ser a mãe ou a professora, já no meu caso era meu irmão e padrinho eu queria ter a mesma formação ,competencia que omesmo tem em suas resoluções e essa enfluência interferiu em minhas escolhas durante muito tempo. Porem o que eu considero desde já nasceu no ensino fundamental I quando brincava de escolinha utilizando o quadro negro, amadureceu depois da maternidade em uma festa junina e esta se concretizando no momento acadêmico é ser Profissional da Educação.

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  5. Profº Mácio
    Mesmo com toda inovação tecnológica e os tempos e espaços serem tão diferentes da época que estudei quando criança, senti no meu estágio a necessidade de resgatar algumas músicas e brincadeiras. Conforme alguns estudiosos, as brincadeiras são essenciais para que as crianças possam trabalhar a sua capacidade de socialização, as quais são imprescindíveis na convivência social. Ao colocar em prática este meu desejo, percebi que as crianças já conheciam as brincadeiras, fiquei feliz por notar que nem tudo se perdeu com o tempo. O estágio na educação infantil foi útil e oportuno, pois o considero como uma aprendizagem significativa me possibilitou um crescimento intra e interpessoal.

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  6. Uma coisa que ainda não mudou da minha infância para a infância dos meus alunos é somente os estágios que a criança passa, a fase de querer saber tudo, da curiosidade, da experimentação, tocar para ver, da exploração, querer quer conhecer tudo que está em sua volta, querer conhecer seus limites.
    Podemos ver hoje que as brincadeiras de infância mudaram muito, aquelas brincadeiras de roda, de corda, de amarelinha, de passa anel, não consigo vê hoje isso nos meus alunos. Eles brincam com aquilo que o mercado traz pronto para eles, galinha pintadinha, patatí patatá, jogos eletrônicos, internet. Busco trazer de volta essas brincadeiras com meus alunos, para que eles percebam que também é divertido brincar sem ser com aquilo que já compram pronto.
    Eu ainda percebo o mesmo tipo de convivência entre os meus alunos e os meus colegas da época da educação infantil, brincam muito, se interagem, discutem agora daqui a um minuto já estão brincando junto. A única diferença é que as crianças de hoje são menos tímidas que as crianças da minha época, elas são mais extrovertidas, não tem vergonha de nada e são mais espertas, mais desenvolvidas.

    O mais importante é perceber que a infância não mudou, mas sim o tipo de infância de cada um. Tínhamos uma infância feliz, e boa na minha época, com aquelas brincadeira, e as crianças de hoje também estão felizes com a sua infância e suas brincadeiras.

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  7. Durante o estágio percebi a importância de se trabalhar com atividades lúdicas e contextualizadas, pois as crianças aprendem com facilidade e a todo o momento fazem indagações a respeito do assunto proposto.
    Acredito que a vivencia das crianças de hoje com minha época de estudos, realmente acontecem de forma diferentes, pois em minha época todos brincavam juntos, sem brigas e indagações. Uma parte positiva e que percebi e gostei, que as crianças de hoje é totalmente diferente da minha época, apesar de não serem tão distantes, as crianças de hoje são muito mais espertas, falam corretamente, não tem vergonha de falar, perguntarem aprende com facilidade, parecendo assim, mais velhas do que realmente são.

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  8. Professor Macio
    O comportamento das crianças atualmente mudou bastante, até mesmo a forma de brincar e de interagir com as outras crianças, antes as crianças se respeitava mais, as agressões eram minima, devido ter um certo medo dos familiares então quase não se presenciava certas agressões, a liberdade era maior. Durante o estagio pude perceber a importância do professor entrar no universo infantil, para pode compreende o aluno, devido já ter vivenciado certas fase em que as crianças se encontram.Um ponto interessante que não posso deixar de falar é a importância ludicidade no universo infantil e no auxilio da prática do professor. Apesar das crianças viverem em um tempo onde tudo é mais fácil, acredito que a educação é a melhor forma de ajudar a criança a compreender o mundo que a rodeia.

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  9. Prof.° Mácio, fazer o estágio na Educação Infantil foi um momento muito significativo, pois saímos do mundo das teorias e adentramos na prática da sala de aula, e também para começarmos a pensar nosso exercício de maneira diferente do que vivenciamos na infância em sala de aula. Visto que, há alguns anos atrás a EI não era pensada como uma construção de conhecimentos significativos a partir de uma metodologia baseada no lúdico e no diálogo com as crianças. E sim fazer com que as crianças aprendessem a ler e escrever, sem os educadores refletirem sobre as características deste estágio do desenvolvimento e as particularidades desta fase da criança. Assim levando em consideração as mudanças do ser criança na contemporaneidade com novas brincadeiras, músicas, jogos, brinquedos e suas tecnologias a sala de aula acaba por não ser um ambiente tão atrativo para as mesmas, neste sentido é preciso o educador refletir sempre sobre a sua metodologia e buscar continuamente novos métodos que garantam uma aprendizagem significativa, lúdica, motivadora e gostosa, para que as crianças tenham prazer em está na escola.

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    2. Não saímos da teoria para adentrar a prática, mas uma complementa a outra.

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  10. Olá profº Mácio!
    O estágio na Educação Infantil foi um dos momentos mais significativos no nosso curso, pois, ali foi o espaço onde pudemos confrontar e relacionar as teórias estudadas na faculdade com a prática de uma sala de aula, principalmente sendo uma turma de Educação Infantil. O estágio na Educação Infantil não foi fácil, pelo menos pra mim, pois ainda não tinha tido a oportunidade de trabalhar com crianças, porém foi uma experiencia muito rica, onde eu voltei no tempo, voltei na minha infância e, como meu projeto foi sobre "jogos e brincadeiras", foi ainda mais prazeroso o trabalho desenvolvido com as crianças. Como já mencionei acima, não é uma tarefa fácil, pois trabalhar na Educação Infantil exige do professor uma série de requesitos, primeiramente que ele ame trabalhar com crianças e que esteje a todo instante refletindo sobre sua prática na sala de aula, adotando metodologias condizentes com a realidade de seus alunos e que essas atendam as expectativas esperadas, sendo também atrativas para as crianças garantindo a sua aprendizagem de forma significativa,buscando dessa forma inserir o lúdico na sala de aula para que as crianças se sintam motivadas na rotina de ir todos os dias para a escola.

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  12. Prof° Mácio o estágio em Educação Infantil, foi um momento extremamente significativo para mim, pois foi um desafio de articular teoria e prática, possibilitando-nos a reflexão sobre o cotidiano escolar, analisando os pressupostos teóricos estudados e sua prática, assumindo uma postura crítica aliada à competência técnica e compromisso político do nosso papel na sociedade.



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  13. Muita coisa mudou, com certeza. Porém, muita coisa também já foi refletida e analisada a respeito da infância. As experiências vividas nesse semestre foram bastante significativas, no sentido de proporcionar um olhar diferente sobre a infância.
    Me recordo que a maneira como fui ensinada foi bastante diferente da maneira que percebo hoje em dia. Atualmente, com todos os avanços a escola tem mais possibilidades de pensar em como fornecer uma educação de qualidade. Contudo, o contexto mudou, as brincadeiras mudaram, as prioridades mudaram. O que antes era um prazer pra criança brincar fazendo bolinhos de areia, muitas vezes tem se tornado proibido, a fim de dar lugar ao modo capitalista de vida, em que as crianças cada vez mais são incentivadas a consumirem, consumirem, a quererem o brinquedo mais caro, enfim, a deixar de lado a verdadeira essência do ser criança.
    As discussões feitas em sala de aula, possibilitaram um pensamento mais amplo em relação a todas essas questões. Se por um lado, o consumismo reina, por outro, houve um grande avanço em relação ao que hoje é oferecido à criança na Educação Infantil, as reflexões se tornaram mais criticas, o currículo mudou, e os profissionais de Educação a cada dia tem a oportunidade de inovar sua prática, pensando na melhoria do ensino que deve ser fornecido à criança.
    Necessário se faz para o profissional está em contante reflexão sobre o fazer pedagógico, pensando sobre as diferentes infâncias.

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  14. É útil e oportuno que a prática educativa seja repensada e reavalizada, ao passo que, a sociedade muda constantemente. O professor deve ser o mediador da aprendizagem, e não o ser único, dono do saber, como era em outrora. Os saberes se constituem reciprocamente, na verdade, o professor aprende ao ensina, e os educandos também aprendem e ensinam ao aprenderem. Partindo dessa visão, pude analisar, e colocar em prática no estágio da educação infantil, os saberes construídos na academia, fazendo analogia com os saberes apreendidos na escola e na convivência social e, levando em consideração os conhecimentos prévios das crianças daquele âmbito. Estes saberes foram fundamentais para minha práxis, pois a partir deles, creio que a minha concretização como educadora (estagiária) foi contemplado. Lembrei-me dos tempos de infância, das brincadeiras, das histórias, das músicas e todas estas lembranças foram cruciais para realização do estágio. Vivi com as crianças e retomei o tempo insubstituível de infância, mas não deixei de lado minha missão naquele espaço, que era de mediar o conhecimento.

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    1. Parabéns Mara!! Você conseguiu traduzir com excelência a proposta.

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  16. No decorrer da vida nós construímos conhecimento a toda hora, em qualquer ambiente. A escola de educação infantil é um espaço onde podemos estar relacionando as vivencias da nossa infância. Através da reflexão sobre o que vivemos na escola de infância, podemos direcionar algumas situações vividas atualmente, pois as lembranças estão sempre contribuindo para nossa formação.
    No estágio tivemos a oportunidade de perceber as mudanças ocorridas no ambiente escolar desde o período em que estivemos na pré-escola até hoje quando já estamos atuando como docente nesses espaços.
    Muitas dos jogos, brincadeiras, músicas e atividades vividas na minha infância no período da educação infantil, já não são presenciadas na escola, mas outras ainda que com algumas modificações, continuem fazendo parte desse ambiente.
    A convivência das crianças atualmente é bem mais aberta do que no meu tempo de educação infantil, talvez devido às instruções que nos eram passadas serem mais um pouco repressivas.
    Tivemos em nossa infância oportunidades de convivência e cooperação uns com os outros e atualmente podemos relacionar essas vivencias com o estágio realizado.
    O contexto histórico- social, passou por mudanças significativas, e podemos perceber que essas mudanças refletem nas relações vividas na escola.
    Eu considero essas mudanças positivas, pois é como diz Jean Piaget, “A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe”.

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    1. Pensamento lúcido e coerente.Parabéns Sérgio!

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  17. Professor Macio,
    O que nos constitui como seres inacabados dito por Paulo Freire são a nossas ações diante das situações, e em todos os espaços possamos sempre está nos reconstituindo como indivíduos capazes de fazer escolhas e ressignificando-as. No espaço de educação infantil não seria diferente, aliás, é nele que podemos construir elementos para a vida. A experiência de estágio na qual se teve a oportunidade de vivenciar na educação infantil, se configurou como algo imprescindível a nossa formação docente, pois por meio desta pudemos fazer a relação da teoria com a prática. Durante esse período que estive inserida, percebe-se o quanto foi importante o diálogo, as discussões, os encontros e as trocas de experiências.
    Acredito que um dos fios condutores para a nossa vida é a relação que estabelecemos enquanto sujeito a partir de nós mesmo com o meio e os outros, e é nessa rede de interdependência que o conhecimento é produzido e partilhado. E foi neste propósito que buscamos nas crianças, trazer significações relevantes para as suas vidas em busca do nosso objetivo maior a “educação”.
    Jeane Amorim Ribeiro

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  18. Profº. Mácio,
    Não recordo quase nada do fazer pedagógico das minhas professoras da educação infantil. As brincadeiras na hora do recreio da creche Lioness espaço no qual realizei o estágio me fizeram recorda as brincadeiras da minha infância quando Srº nos solicitou essa reflexão. No período de observação pouco vimos as brincadeiras na sala de aula, geralmente só ocorria no intervalo, pois havia uma preocupação em se cumprir a rotina da creche. A falta de brincadeira na sala foi um dos motivos que nos levaram a trabalhar temáticas relacionadas com brincadeiras e meio ambiente com o grupo 3. Confeccionamos brinquedos a partir da reutilização de materiais usados, na época em que estudava na Ed. Infantil creio que não havia esse tipo de brinquedo que muito contribui para preservação de nosso planeta, além de propiciar a criança o acesso a um brinquedo que ela contribuiu na construção, isso é de grande importância para desenvolvimento e aprendizagem da criança. O estágio propiciou diversas experiências por meio das vivências, as quais contribuíram para minha formação profissional e pessoal.
    Viviane P. Souza.

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  19. Com o estágio e com as discussões no componente Abordagem Autobiográficas, pude perceber que as passagens diárias do viver em si e com o outro nas relações, nos impulsiona a reflexão do sujeito ajudado cada vez mais a analisar, vivenciar, questionar, comparar, incorporar, sentir, expressar e se autotransformar.
    A relação com as crianças no estagio, por exemplo, me proporcionou vivenciar a infância escolar dessas crianças e compará-la com a minha. Pude perceber que hoje as crianças vivem desde a educação infantil imersos em livros, jogos, brinquedos, brincadeiras, poemas e músicas que chegaram pra mim apenas no final da juventude. E nesse universo, professores criam e recriam formas cada vez mais lúdicas e fáceis de aprendizagem, fazendo da infância dessas crianças uma entrada muito mais gostosa para a vida escolar.
    Isso me abriu os olhos para rever e construir princípios e práticas pedagógicas eficientes e lúdicas. E relembrar e relatar essas experiências oportunizou um momento de revisão, de transformação dos fatos passados em inquietações presentes que caminharão em direção a reflexões futuras.

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  20. Trabalhar nesse semestre com educação infantil me fez mergulhar em mundo o qual eu não vivencie, pois a minha aprendizagem escolar quando criança era muito mecanizada,tanto é que não me lembro de nenhuma atividade lúdica realizada por minhas professoras que me marcou. O que me intrigou foi que ao chegar à sala para observar identifiquei o perfil profissional da professora com o mesmo perfil das minhas professoras de educação infantil.
    E com todas as teorias discutidas em sala de aula pude perceber que a atuação do profissional depende do gosto e o prazer com o que trabalha. Apesar do estágio em educação infantil não trazer muitas recordações sobre minha infância escolar, foi muito gratificante pois aprendi muito mais como mãe e como educadora o que me proporcionou a refletir sobres minhas ações futuras.

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  21. Olá Professor...
    No meu estágio pude perceber e relacionar as brincadeiras, na minha infância com a infância atual da escola Parque. Vi que ainda se utiliza muito brincadeiras que eu costumava brincar como, pular corda, boneca, pega-pega entre outros...
    Percebi também que hoje o brincar é mais valorizado, possui uma função educativa mais aprofundada utilizamos do brincar para ensinar e desenvolver as pontecialidades que o aluno já possui. Na minha prática de estágio pude realizar brincadeiras que proporcionassem conhecimento e valores, analisei cada uma delas para que levasse aos meus alunos conhecimento, aprendizagem como, por exemplo, quebra-cabeça de nomes ou de imagens visuais que se relacionassem com o tema que me propus a abordar no estágio que foi Preservando a Natureza, além disso, houve histórias com personagens que contavam valores, tentei mesclar diversão com aprendizagem e creio que consegui em vários momentos levar o conhecimento de forma lúdica.
    Apesar de ainda deixar a desejar, percebi que houve uma grande evolução na educação infantil de minha época para a atual, a importância e valorização do mundo da criança como objeto de estudo tem feito com que o professor consiga interagir e alcançar suas metas de educação com as crianças, pois facilitou a comunicação e o diálogo entre os dois.
    Entendo que para ser professor (a) é necessário que se estabeleça essa ponte, este elo de comunicação para que ocorra uma relação parceira entre a o educador e o educando. Com certeza esta experiência enriqueceu de forma significativa para a minha formação enquanto docente .

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    1. Bacana a análise comparativa que você fez Susan!

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  22. Olá Professor, acredito que assim como a nossa formação é um processo continuo a escola e os processos educativos também o são. Sendo assim ambos podem ser conduzidos para uma realidade melhor, cabe a nós como sujeitos desse processo contribuir para uma transformação, principalmente para o futuro da educação de nosso País.
    O exercício de auto formação docente deve nos conduzir para isso, à medida que construímos nossa identidade contribuímos com a formação dos discentes. Assim como esse processo acontece pode contribuir para melhorar ou piorar. Quando lembro de minha infância, de como meu processo educativo aconteceu, lembro de professores que me incentivavam a continua e gostar da escolar, enquanto que outros faziam exatamente do contrário. Durante o Estágio sempre pensava naquele momento como um processo de formação para mim, mas sempre

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  23. Professor Mácio
    Com o estágio percebi que as brincadeiras de crianças estão perdendo espaços dentro das escolas, pois as crianças só brincam fora da sala de aula, a aprendizagem ainda tem pouca ludicidade. Precisamos mudar esses métodos, repassando os conteúdos de forma lúdica, para que as crianças sejam estimuladas a conviver esse espaço que é diferente de sua casa.
    As brincadeiras do meu tempo de criança quase se extinguiram nos dias de hoje, ainda existem uma ou duas, pois as brincadeiras hoje giram em torno do que elas trazem de casa e que são passadas através da mídia e os eletrônicos já estão nas mãos de nossas crianças com muita frequência.
    As crianças de hoje mesmo vivendo em grupo estão muito individualistas, é complicado para o professor fazer trabalhos em grupos, pois está faltando a confiança, a compreensão, o respeito e o mais importante, o calor humano e isso está sendo passado de geração a geração, pois no meu tempo ainda existia muita união e a palavra desculpe-me era mais usada.

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    1. Como trabalhar com essas mídias de forma significativa, relacionando o lúdico com a aprendizagem?

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  24. bom. como é de conhecimento de todos, a vida se constitui das inúmeras histórias pela quais vivemos. durante o estágio na educação infantil, pude em vários momentos relacionar o mesmo com a minha infância, apesar de de todo o aparato tecnológico pelos quais a sociedade como um todo esta envolvida, ainda existem coisas que conseguiram sobreviver ao tempo e suas mudanças....
    as crianças ainda são crianças e em diversos momentos se mostraram brincalhonas,e, como na minha infância, brinquei velhas brinadeiras, cantei velhas cantigas, vi o encantamento da descoberta. foi bom constatar que nem tudo se perdeu, as fases de desenvolvimento ainda estão alí, ainda há crianças tímidas e extrovertidas.
    o estágio na educação infantil me proporcionou muita aprendizagem e o mais importante, me proporcionou ser criança novamente e eu pude ver que naquele espaço, a teoria da minha sala de aula pode andar de mãos dadas com a prática docente e ter como resultado uma boa aprendizagem significatica.

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  25. "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas".

    Antoine de Saint-Exupéry

    Ser sensível para perceber no outro o meu olhar, que me conduza e direciona pra uma ação consciente e centrada no mais humano em mim.Vale a pena partir do pressuposto de que para toda ação existe uma reação uma vez que influenciamos direta e indiretamente para a formação do outo "sujeito cônscio", é neste movimento de vai e vem que percebemos o quanto de ti existe em mim e quais inferências nos é caro e necessário.
    Permitir é mais que uma concessão, é possibilitar que as relações estabelecidas permaneçam e durem o tempo necessário para alavancar mudanças e reflexões que nos tire da zona de conforto e nos posicione no campo da dúvida e das indagações. Estes movimentos identitários os quais permeamos, sempre trazem uma característica fundamental que é a auto e hétero-formação, sendo que as mesmas se desdobram e amplificam. Este amplificar é que vai dizer o que somos e o que nos tornamos diante das experiências intra e extra-pessoal.

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  26. A autor-formação somente é possível se houver trocas com outros sujeitos e com o meio. A formação significativa passa por esse viés mesmo....

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